Garopaba

Há paixões, tórridas e fugazes,
que vem com a mesma velocidade que se dissipam.
Há paixões menos forazes que, igualmente belas e intensas,
estendem-se por um algumas luas mais.
E há o amor, ahhh… o sublime amor, que, sem pedir licença,
vem fazer morada em um quarteirão de seu coração e logo,
com usucapião, toma-o por inteiro ali residindo no país todo por inteiro.
Por inteiro e para sempre.
Garopaba foi meu usucapião.

Te amo, minha linda.

 

Espalhar arte e poesia pelas ruas e casarões de Garopaba,

fazendo cada esquina, cada canto ainda mais charmoso e mágico.

Oxalá eu possa retribuir um pouco da imensurável beleza e inspiração

que você vem ofertando para mim e minha família

pelos últimos quarentas anos de nossa história por aqui.

Azulejos, para sua casa, sua rua, no tamanho de 20×30 centímetros.

Em tempo: visite nossa galeria a Av. João Areste de Araujo, 377, Garopaba .

Um prazer único ter esse espaço nesta cidade dourada!

E um pouco mais para dividir de meu amor,

de minha (longa, muitooo longa) história de amor por Garopaba…

Para os que tiveram a honra de passar os verões da infância na Garopaba dos anos 70/80 e os da juventude nos 80/90, aqui vai uma “estorinha” escrita  por volta de 1993, quando eu era adolescente, a qual, talvez, façam alguns de vocês se lembra de coisas comuns a nós todos, coisas que lhe farão colocar um sorriso no peito…

Ps. Se isto acontecer, me deixe saber!

Adoraria ouvir a sua história de nossa “Garops”..

Garopaba 

Imaginei fazer um álbum sobre você, sobre as coisas que se passaram aqui.
Encontrei muita, muita coisa.
Ai imaginei fazer uma sinopse para essa minha história,

um resumo que falasse de você e do que vivi em sua companhia
Ela deveria falar de suas brancas areias, de seu mar azul,

de suas estrelas e de seu céu sem fim.

Deveria falar de seu mar, de suas inebriantes noites de Lua Cheia,

de seus morros, de seus casarões antigos, de sua igrejinha no canto da praia.

Deveria falar de seus pescadores, do Seu Rubens, do mestre Antonio e do seu Mingoti.

Deveria falar do Seu Nico e do Miança sempre cruzando as ruas

da cidade com suas bicicleta inseparáveis,

deveria falar do carro de boi do Seu Doca, meu querido Seu Doca…

Também de seu doce Benjamim e sua esposa com morada no lugar mais priveliago da praia:

 a casinha ao lado de igrejinha no morro.

Deveria falar de seus mistérios, de sua sedução.
Deveria falar do verão de 1970, quando meu pai (acho que o primeiro paulista de Garopaba),

minha mãe e meu irmão chegaram aqui vindo de Sampa num Carmanguia (!),

a procura de um paraíso perdido no mapa.
Deveria falar da minha infância, das brincadeiras, do clubinho,

das vendas de pulseirinha na praça da igreja junto com os hippies da época.

Das incontáveis risadas e imensurável alegria junto a vó Mafa e tia Zola

em incontáveis noites de verão nas casas de ambas a rua central ainda de terra.
Deveria falar de nossa noites, quando o lugar de encontro da moçada

era a rua da farmácia do Jovino e único lugar para se dançar era 0 Bar do Tareco.
Deveria falar dos amores platônicos desta época.

Do primeiro beijo.
Deveria falar dos meus amigos, amigas Dos momentos gloriosos que tivemos juntos.
Deveria falar dos pores de sol.
Deveria falar do vinho, ah! 0 vinho na escadaria da igreja

com estes amigos do peito. Quase um ritual sagrado.
Deveria falar das”noites de festa”.

Da música, da dança sob a lua cheia nos tablados do Delírios, ah Delírios…
Deveria falar dos guris. Belos guris, belas e fugazes paixões.
Deveria falar de todos os olhares, de todas as palavras, de todos os amores.
Deveria falar das noites de ano novo na praia do Rosa, dos banhos em sua lagoa.
Deveria falar das tochas de fogo nas noites de luau na praia da Ferrugem.
Deveria falar das caronas.
Deveria falar das dunas do Siriu.
Deveria falar dos banhos de chuva.

Ah! os banhos de chuva… sentir o vento, a chuva, água do céu e do mar,

inebriando você, arrebatando você…
Deveria falar de minhas caminhadas sem fim,

exercícios com a Daniela, querida Dani…
Deveria falar de nossos papos, de nossas risadas, de nossa cumplicidade.

Das histórias roladas quando ela, eu e Andrea nos sentávamos no murinho

em frente a casa da Dani, na Rua João Oestes de Araujo.
Deveria falar de todos os nativos meus amigos, pessoas especiais.

Haveria tanta, tanta coisa sobre o que falar,

que me perderia em parágrafos e sentenças..
Queria, então, buscando terminar, encontra duas ou três palavras

que tentassem definir o que você significa para mim. E me ocorreram estas:

VALEU

LINDA GAROPABA,

TE AMO.

PARA SEMPRE.